O SISTEMA SACRIFICIAL E A OBRA DE CRISTO – Parte II

O Estado do homem no pecado

  • A Bíblia diz que o Homem pecou descumprindo a ordem divina e foi então privado da Vida Eterna com Deus (“árvore da vida” – Gn 2:17, 3:23-24).
  • Com o pacto da preservação com Noé, Deus demonstra que Ele é o único que pode destruir ou salvar a vida dos animais e do Homem (Gn 8:21-22).
  • Como sinal desta preservação, e do afastamento da maldição do pecado, Deus requereu para si o sangue tanto dos animais, quanto do próprio Homem. Por isso o Homem não poderia comer o sangue dos animais nem tirar a vida (isto é, derramar o sangue) de outro homem de forma injusta (Gn 9:4-6), pois o sangue (a vida) pertencia a Deus, derramado para Deus no sacrifício sobre o altar (Lv 17:11). Se o Homem fizesse isso, expressaria a sua culpabilidade diante de Deus e dos homens, sendo réu de morte pela Lei.

 Necessidade do Sacrifício requerido por Deus

  • A Bíblia diz em algumas passagens que Deus se importa mais com a obediência a Ele e a Sua Palavra que sacrifícios e holocaustos (I Sm 15:22). Como visto no slide anterior, o Homem – que carrega as maldições da morte e do pecado (Gn 3:14-19) – somente teria afastadas estas maldições sobre si através do cumprimento dos mandamentos de Deus (Dt 7:12-13). Mas, como ele é pecador, sempre cairia em erro.
  • Justamente para demonstrar o estado de morte e culpabilidade por causa do pecado, Deus estabeleceu um sistema sacrificial para Israel. Os animais imolados sobre o altar, morrendo, trariam substituição ao sangue, que representava a vida, do Homem arrependido.
  • Há algumas evidências dessa substituição no Pentateuco. Uma delas é expressa pelo termo כָפַר (kafar), traduzido por “expiar” mas que significa literalmente “cobrir” algo com algum material (como o betume que cobriu a arca em Gn 6:14).
  • Outra é o significado da palavra כפֶֹּר (kofer), desta mesma raiz, que significa “preço de resgate, substituição”.
  • Por isso que, em alguns delitos, havia um preço ou um sacrifício substitutivo ao pecador arrependido, mas em outros, como o homicídio, não havia. Isso porque a substituição viria somente com a morte do próprio homicida (Nm 35:31), já que houve, neste exemplo, um atentado direto à vida e à Imagem de Deus, conforme (Gn 8-9).
  • A alma do Homem נֶפֶש (néfesh) que representa o sangue e a vida, deveria ser expiada, isto é, coberta com outro sangue (de animais) sobre o altar, o local da “aproximação” (qorban) com Deus (Lv 17:11).
  • Nos sacrifícios que representavam esta expiação pelo pecado (חַטָאת chatta’t por exemplo), havia a imposição das mãos do ofertante sobre a oferta. Na mente hebraica, as mãos representavam o trabalho, a labuta da vida. Provavelmente, o ato de impor as mãos sobre a oferta representava a “transferência” simbólica da vida de pecado do ofertante para a vida pura da oferta.

 Isaque: figura do justo sobre o altar

Isaque

Deus, sabendo que nunca haveria um substituto perfeito ao Homem pecador advindo dos animais queimados sobre o altar, antecipa a necessidade de um homem sobre o altar na vida de Isaque, filho de Abraão.

Isaque, segundo a tradição judaica, tinha por volta dos 30 anos quando foi sacrificado.

Segundo outra tradição, ele desejou se entregar ao sacrifício, pedindo a Abraão que o amarrasse firmemente para que não pudesse se soltar.

Ele foi sacrificado sobre o altar feito no monte Moriá (Gn 22:2), o mesmo no qual, anos mais tarde, Salomão iria construir o Templo de Jerusalém (2 Cr 3:1). Em orações judaicas feitas nas sinagogas em Rosh Hashaná e no Yom Kipur, até hoje os judeus fazem memória ao sacrifício de Isaque como o sacrifício perfeito que Deus aceitaria, do qual todos os outros sacrifícios foram cópia.

Jesus, o perfeito justo sobre o altar

Como visto acima, ao mesmo tempo em que Deus não aceitava sacrifícios humanos, Ele deu sinais na Torá que somente o sangue de um homem justo poderia ser o substituto pelo próprio Homem pecador.

Em Is 64:6-7 diz que nossas justiças são como trapos de imundícia. Isso quer dizer que nenhum homem poderia morrer para salvar outro do pecado.

Por isso que Deus antecipou, falando pelo profeta, a vinda de Jesus em Is 53, onde Ele é mostrado como sendo o Servo sofredor, o Justo que justificaria a muitos, que morreria pela nação de Israel. Esta morte seria uma morte expiatória e do mesmo status da oferta pela culpa ( אָשָם ‘asham).

Ele foi o único homem sem pecado (Hb 4:15) suprido pelo próprio Deus (Jo 3:16) e por isso pode entregar a sua vida como cordeiro para o sacrifício pelos pecados do mundo (Jo 1:29).

Jesus é a plenitude dos sacrifícios

Holocausto: Ef 5:2 Oferta pelo Pecado: Hb 2:17 e 7:27 Oferta pela Culpa: Is 53:10 Ofertas Pacíficas: Ef 2:14 Oferta de Ação de Graças: Hb 13:15 Páscoa Bode Expiatório Novilha Vermelha.

Continuaremos…

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