O que é Terrorismo?

terrorismoO termo terrorismo é derivado de “terror”, conceito largamente empregado no estudo das relações internacionais, pautado em ações de cunho violento seja psicológico ou físico, contra o Estado ou as populações. O surgimento do termo ganhou vigor, após a segunda guerra mundial, a fim de destacar os grupos separatistas e nacionalistas em meados da década de 40.

Antes de mais nada, convém aclarar os principais tipos de terrorismos e seus desdobramentos, a saber:

Terrorismo Indiscriminado

O próprio nome já indica, que nesse caso de terrorismo não existe um alvo específico, caracterizado dessa maneira, por uma revolta e a necessidade de ações violentas contra a população, por exemplo, depositar bombas em latas de lixo, cafés, cinemas, metrôs e outros locais públicos, a fim de chamar atenção do governo e propagar o temor na população.

Terrorismo Seletivo

Nesse caso, há um alvo específico e suas ações são principalmente pautadas na chantagem, tortura, terror psicológico, dentre outros. Um notório exemplo desse tipo de terrorismo é o grupo estadunidense protestante e racista Ku Klux Klan (KKK), fundado em 1865.

Terrorismo Comunal

Chamado também de Terrorismo Comunitário, esse tipo de terrorismo é caracterizado pelo “terror coletivo” pautado no terrorismo que “vem de baixo”, ou seja, a própria população civil intervêm diretamente contra outras, sem consenso do Estado ou das autoridades. Não obstante, o terrorismo comunal é caracterizado por manifestações e atentados desordenados.

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Indicação de Leitura do mês de Abril

contra a idolatria - blog abbaTodos os meses estaremos indicando uma livro e fazendo comentários sobre ele. O primeiro desta séria é “CONTRA A IDOLATRIA DO ESTADO – O PAPEL DO CRISTÃO NA POLÍTICA”  de Franklin Ferreira, publicado pela Editora Vida Nova.

” No contexto da atual crise política do nosso país, a qual exige uma resposta urgente também da igreja, Franklin Ferreira nos convoca a combater de modo consciente a raiz de diversas concepções políticas nocivas que há muito foram incutidas na “cultura política nacional”. Este livro apresenta orientação segura das Escrituras – a única capaz de revelar e confrontar com total isenção as pretensões totalitárias que caracterizam muito das ideologias políticas utópicas ainda tão amplamente aceitas como efetivos “meios de salvação” do Brasil e países vizinhos.”

O livro traz um estudo embasado em fatos históricos e verdades bíblicas. Um convite à reflexão sobre nossas ideologias políticas e sua coerência com os princípios da Palavra de Deus.

 

Curso: “Do início das civilizações até a contemporaneidade – um panorama histórico à luz das Escrituras” – Início em maio

Curso de história

Informações:

Início em 2 de maio e com 16 encontros, sendo 1 a cada semana de 14 às 17 horas.
Prioritariamente, as aulas serão às segundas feiras, sendo que alunos que tenham disponibilidade em outros dias poderão formar outras turmas.

Investimento: Inscrição: 70,00 e mensais de R$ 150,00.
Obs.: Alunos do Seminário Cristo para as Nações terão isenção da Taxa de Inscrição.

Local: Sede do Abba – Rua Formiga, 467 – 2º andar – São Cristovão – Belo Horizonte.
Contato: 99214-3745 fone e whats

Dialogue 28/01: Holocausto e Memória

hall of namesNo dia 28/01, às 19:30 horas, teremos o primeiro Dialogue do ano. O Dialogue é um encontro mensal onde discutimos uma temática teológica ou histórica relacionada à nossa fé. O palestrante convidado expõe o assunto e, em seguida, há a abertura para uma rodada de perguntas e respostas, de uma forma bem descontraída.

Na quinta-feira, 28, a Profa Beth Alves Pinto estará falando sobre “Holocausto e Mémoria” traçando um panorama do antissemitismo na Europa e da implementação do extermínio de judeus por Hitler. Este panorama é a primeira de uma série de palestras que a Profa Beth fará depois da realização do curso “Memória do Holocausto e os dilemas de sua transmissão” no Yad Vashem – Escola Internacional para Estudo do Holocausto, em Jerusalém, Israel, na primeira quinzena de janeiro.

Confirme sua presença pelo fone (31) 2512-8969 ou pelo e-mail cursos@institutoabba.com

Falando de Rosh Hashaná, conhecemos os calendários?

Calendário gregoriano

julianoO nosso calendário, chamado gregoriano, embora seja o calendário oficial da maior parte dos países do mundo, é relativamente recente e tem pouco mais de 5 séculos de vida. Ele foi criado pelo papa Gregório XIII, em 1582. É um calendário que se baseia no sol, tendo um total de 365 ou 366 dias nos anos bissextos, que temos a cada 4 ano. No ano bissexto, o mês de fevereiro tem 29 dias.

Calendário juliano

O calendário gregoriano deriva do calendário juliano, que também é um calendário solar, criado no tempo do Imperador Júlio Cesar – por isso “juliano”, exatamente no ano 46 antes do nascimento de Cristo. Tornou-se o calendário oficial do império romano e o seu uso se estendeu por todo o ocidente. Apesar da reforma do Papa Gregório, o calendário continou sendo usado por muitas nações, que se conformaram com o novo calendário só mais tarde (a Rússia somente no século passado). Muitas igrejas, sobretudo relacionadas com a Igreja ortodoxa, continuam, ainda hoje, usando esse calendário como calendário litúrgico. É por isso que nas igrejas ortodoxas o natal não se celebra no dia 25 de dezembro, mas dia 7 de janeiro. E também outras festas caem em data diferente.

Diferença entre calendários juliano e gregoriano

Não existe muita diferença entre os calendários juliano e gregoriano. A reforma do Papa Gregório foi realizada porque havia um erro no calendário juliano. Em cada ano, no calendário juliano, se perdia 11 minutos e 14 segundos. Por isso, a cada 128 anos ficava pra trás um dia. De 325 ate 1582 foram acumulados 10 dias de diferença. Isso fazia com que a Páscoa Católica, por exemplo, fosse celebrada em data errada. Decidiu-se, então recuperar os dias perdidos e mudar a duração média do ano. Para recuperar os 10 dias perdidos se estabeleceu que o dia seguinte ao 4 de outubro de 1582 fosse o dia 15 de outubro. Para corrigir o erro da duração  média do ano, foi necessário mudar a regra que decidia quando um ano era bissexto, ou seja, os anos cuja numeração é múltipla de 100 são bisextos somente se ao mesmo tempo é também múltipla de 400. Ou seja, são bisextos 1600, 2000, 2400…, mas não 1900, 2100… Todos os outros anos em que o número é multiplo de 4 continuam bisextos. Deste modo existem, a cada 400 anos, 97 anos bisextos, enquanto que antes do papa Gregório haviam 100.

Apesar da reforma, o calendário não é perfeito. De fato é necessário, de vez em quando, acrescentar 1 segundo, à meia noite do dia 31, para manter alinhado o ano astronômico com o civil. Entre 1972 e 2005 foram acrescentados 23 segundos. Mesmo com essa correção, o calendário gregoriano fica atrás de um dia a cada 3.323 anos. Como vimos, o juliano perde um dia a cada 128 anos.

Calendário muçulmano

calendario-islamicoA contagem dos anos do calendário muçulmano começa a partir do momento em que o profeta Maomé se mudou de Meca para Medina, no ano 622 do calendário gregoriano. Essa mudança é denominada “Hégira” e por isso o calendário é chamado de Hégira.

O calendário muçulmano também é composto de 12 meses, com 29 ou 30 dias. O calendário é lunar. Também tem um sistema de ano bissexto, para compensar os dias que faltam para o calendário astronômico. De qualquer forma existe uma diferença substancial entre os calendários gregoriano e muçulmano. Enquanto o gregoriano tem 365,2424 dias por ano, o muçulmano tem 354,3666. Isso dificulta um cálculo automático do calendário . Atualmente  os muçulmanos estão no ano 1436.

Calendário copta

O calendário copta, chamado ainda de calendário alexandrino, é usado pelas igrejas coptas ortodoxas do Egito e da Etiópia. Esse calendário é muito antigo e tem sua origem no calendário egípcio, reformado pelos ptolomeus, por volta do ano 300 antes de Cristo.

O ano novo copta cai no dia 11 de setembro do calendário gregoriano. A conta dos anos começa no ano 284, no período do imperador Dioclesiano, que perseguiu de forma violenta os cristãos, especialmente no Egito. A abreviação que acompanha o ano copta é “A.M” e lembra exatamente essa época (Annus Martyrum – ano dos mártires).

Calendário hebraico ou judaico

hebrew_calendarPara o contexto biblico, é importante sublinhar o calendário hebraico. É o calendário oficial do estado de Israel e tem suas origens no calendário babilonês. Trata-se de um calendário lunar, baseado no movimento da lua. O ano é composto por 12 ou 13 meses, cada um com 29 ou 30 dias. Cada início do mês coincide com o primeiro dia da lua nova.

Antigamente, no tempos bíblicos, a determinação do início do mês era feita através da observação direta da lua, que era realizada por pessoas designadas para esse fim. Alguns ramos do judaísmo observam esse método ainda hoje. Todavia, existe um calendário fixo, baseando sempre no movimento da lua, mas que é ajustado em base ao movimento do sol. As festas bíblicas são definidas em base a este calendário: sendo algumas intimamente ligadas ao ciclo da natureza, devem cair na estação certa.

O calendário hebraico considera um siclo de 19 anos, que são divididos em normais (peshutim) e especiais (meubbarim). Os anos especiais são compostos de 13 meses. Os anos especiais são o terceiro, sexto, oitavo, décimo primeiro, décimo quarto, décimo sétimo e décimo nono do ciclo. O mês lunar dura 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 3 segundos. Isso faz com que, em relação ao calendário solar, o calendário lunar fica atrás de aproximadamente 10 dias e 21 horas num ano.

Graças ao décimo terceiro mês, se consegue recuperar essa diferença, ficando para trás apenas 7 minutos a cada ano. O ano novo no calendário hebraico se chama Rosh Hashana, o dia do julgamento, quando Deus julga cada pessoa individualmente conforme as suas ações, estabelecendo um decreto para o ano que segue. Neste dia se toca o shofar, feito com o chifre de carneiro.

O ano novo (Rosh Hashananh) cai no dia 1 do mês Tishrei. Em 2015 esse dia coincidiu com o dia 13 de setembro ao surgir a primeira estrala no céu. Algumas correntes celebram 2 dias de festa, o dia primeiro e segundo de Tishrei, enquanto que as comunidades reformistas celebram num único dia. A tradição rabínica retém que foi nesse dia que Deus terminou a criação do mundo.

Próximos anos novos do calendário hebraico:  (5776) – 14 de setembro | 2016 (5777) – 3 de outubro | 2017 (5778) – 21 de setembro.