Curso: “Do início das civilizações até a contemporaneidade – um panorama histórico à luz das Escrituras” – Início em maio

Curso de história

Informações:

Início em 2 de maio e com 16 encontros, sendo 1 a cada semana de 14 às 17 horas.
Prioritariamente, as aulas serão às segundas feiras, sendo que alunos que tenham disponibilidade em outros dias poderão formar outras turmas.

Investimento: Inscrição: 70,00 e mensais de R$ 150,00.
Obs.: Alunos do Seminário Cristo para as Nações terão isenção da Taxa de Inscrição.

Local: Sede do Abba – Rua Formiga, 467 – 2º andar – São Cristovão – Belo Horizonte.
Contato: 99214-3745 fone e whats

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AS FESTAS Bíblicas E A IGREJA – Parte I

Bíblia

A bíblia apresenta nossa entrada na terra prometida marcada por um grande casamento entre Yeshua e sua noiva, porém o “contrato de casamento”, nossa Ketubá, determina que Ele virá buscar uma noiva ataviada,preparada para lhe encontrar, sem ruga, nem mácula. Um casamento poderia deixar de acontecer se houvesse descumprimento da Ketubá por uma das partes. Foi assim que D’us determinou.

Efésios 5: 25 – Yeshua está vindo para buscar uma noiva gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.

Enquanto Ele olha para a noiva, a vê linda, saudável, próspera em todos os seus caminhos e desfrutando do preço pago por ela.

Ele a vê nova – sem ruga –, independente da idade de suas células, pois se renovam a cada dia. Note que os “velhos” – de mente velha, incrédula, agarrada ás tradições da velha vida no Egito – não entraram na terra prometida, somente seus filhos – os jovens –, mas Calebe também entrou, pois cria e seu espírito era jovem independentemente de sua idade avançada – 85 anos – (Josué 14: 10, 11).

As festas bíblicas SÃO – não ERAM, mas SÃO – sombras de coisas vindouras (Colossenses 2: 16), não deixaram de existir no contexto da Nova Aliança, pois agora é que a revelação de todo mistério nos chegou ao entendimento através do Espírito Santo em nós – sabemos que o Corpo que provocou no passado e provoca hoje essa sombra é o do nosso Messias Yeshua. Tudo o que Yeshua fez e hoje faz e opera em nós, aconteceu e acontece de acordo com as festas estabelecidas por D’us na Torá. Elas falam de nosso crescimento e maturidade espiritual ao mesmo tempo fala da obra que Yeshua fez por nós e ainda das que Ele fará.

A Igreja, no primeiro século, tanto gentios quanto judeus, praticavam e incitavam a prática das festas (I Coríntios 5: 8) com todo o entendimento e revelação que vinha do Espírito Santo, por isso era uma igreja madura, modelo para nossa igreja de hoje, enquanto poderíamos e deveríamos estar muito além da mesma.

O nome cristianismo dado à seita do caminho ou os nazarenos – discípulos de Yeshua (nós) – foi dado por Inácio de Antioquia em 132 d.C. Constantino, em 312 declara que essa, agora, religião seria a oficial de seu império e, no concílio de Nicéia se inicia a abolição das tradições judaicas que existiam na igreja. Em 590 d.C, o Papa Gregório condena como cúmplice da morte de Cristo qualquer que tivesse ou usasse algum símbolo judaico. Marcião deu início à ideia de que as Escrituras, utilizadas antes de Cristo eram velhas, arcaicas e deu-lhas o nome de “Velho Testamento”. Daí vem a ideia de que o Velho Testamento é história, somente usado para confirmar o novo, quando deveria ser o contrário. No concílio de Antioquia (341 d.C) a primeira festa foi abolida, a Páscoa, porém todas as outras estão ligadas à ela, abolindo-a, abolem-se todas. É interessante notar que à partir deste século deu-se início a uma geração que recebia Jesus “goela abaixo”, enfiados na Igreja sem nem sequer passaram pela experiência do novo nascimento.

Mas, se tudo aconteceu de acordo com essas festas, no mínimo precisamos observar seus princípios para entendermos nossa vida com D’us, nosso estágio de crescimento e maturidade na fé, a “temperatura” espiritual pela qual estamos passando esses últimos dias, onde estamos, onde deveríamos estar. Isso até chegarmos à estatura de varão perfeito, à medida da estatura da plenitude do Messias (Efésios 4: 13).

Em Levíticos 23 temos ordenação das 8 festas fixas do povo de D’us: O Shabat – Sábado (v.3),Pessach – Páscoa (v.5), Matzot – Pães azimos (v.6), Bicurim – Primícias (v.10), Shavuot – Pentecostes (v.15,16), Rosh Hashanah – Trombetas (v.24), Yon Kipur – Dia da expiação (v.27) e Sucot – Trombetas (v.34).

Algumas festas falam da obra de sua primeira vinda, de seus sofrimentos como Messias Ben Yosef outras de sua segunda vinda, as quais podemos chamar de Messiânicas, pois apontam Yeshua como o Messias Ben David, falando de sua glória e da glória dos filhos de D’us.

Há três festas “âncoras” durante este período de sete meses, que falam de nossa salvação, da plenitude do Espírito em nós nos transformando e amadurecendo e de nossa habitação eterna com D’us numa terra transformada.

Até p próximo post onde iremos falar das principais festas.

Aguarmos você!

Jaime Magalhães Sepulcro Júnior.

A IMPORTÂNCIA DO HEBRAICO BÍBLICO – Por Luiz Sayão

Detail of old testament in hebrew languageQuase todos sabem que a Palavra de Deus surgiu no contexto histórico do povo judeu. A verdade é que cerca de três quartos da Bíblia Sagrada foi escrita originariamente em hebraico. E apesar de quase todo restante ter sido escrito em grego, o raciocínio subjacente à maioria dos documentos do Novo Testamento é claramente hebraico. Portanto, se há uma língua importante para os estudos bíblicos mais profundos, sem dúvida alguma, trata-se do hebraico.
Diante disso, temos de reconhecer que existe motivo de sobra para que o cristão de hoje procure conhecer o hebraico bíblico. Vamos relacionar as razões mais importantes:


1. Conhecer o hebraico é lidar com o sagrado. Esse conhecimento permite-nos falar as mesmas palavras e frases que os antigos profetas e homens de Deus falaram. A língua possui uma sonoridade bonita, exótica e diferente. Sinta o som do primeiro versículo bíblico: Bereshit bará elohim et hashamaim veet haarets. O hebraico é a língua antiga mais preservada que existe. Se Isaías ressuscitasse hoje teria condições de comunicar-se e de pedir um almoço em um restaurante de Jerusalém.

2. Conhecer o hebraico é uma emocionante viagem ao desconhecido. As letras são bastante diferentes e parecem pequenas obras de arte, as consoantes são mais importantes do que as vogais, a língua é escrita da direita para a esquerda (sentido oposto ao do português) e as palavras são totalmente diferentes das que conhecemos. Todavia, por incrível que pareça há termos parecidos: a conjunção ou em hebraico é `o (ô).

3. Conhecer o hebraico significa conhecer uma cultura muito diferente. As línguas humanas não possuem apenas palavras diferentes para as mesmas coisas. Elas são uma expressão da cultura e do modo de ser de um povo. No hebraico não existe gênero neutro como é o caso do inglês. Tudo é dividido entre masculino e feminino; existe, por exemplo, o pronome você (masculino) e você (feminino). Idéias abstratas são muito raras. A expressão bíblica “fazer uma aliança”, por exemplo, é literalmente “cortar uma aliança” em hebraico. É por isso que é impossível fazer uma tradução totalmente literal da Bíblia.

4. Conhecer o hebraico é aprender a pensar de modo diferente. O hebraico também é muito diferente do português e do inglês por possuir um jeito e uma ordem de frase distintos. A gramática é peculiar. Uma característica interessante da língua é o seu aspecto conciso. A antiga língua dos hebreus usava poucas palavras para dizer muito. Os verbos de ligação são dispensados, os pronomes pessoais estão embutidos na maioria das formas verbais e algumas preposições e sufixos de posse aparecem anexadas aos substantivos. Outra questão que merece atenção é o verbo do hebraico. Estamos muito acostumados com a idéia de tempo verbal em português. Para muitos é surpreendente descobrir que o que caracteriza o verbo no hebraico não é principalmente o tempo do verbo, mas sim o modo da ação. O que mais importa é se a ação é acabada ou não. Em muitas passagens bíblicas somente o contexto determinará se o verbo deve ser traduzido no futuro, no presente ou no passado.

5. Conhecer o hebraico significa entender corretamente as palavras teológicas da Bíblia. Esse conhecimento é muito importante para que não sejam ensinados conceitos errados nas igrejas evangélicas. Os vocábulos hebraicos muitas vezes não possuem correspondentes adequados em português. O campo semântico das palavras é muito particular e até mesmo estranho para nós. É por essa razão que uma tradução totalmente literal da Bíblia não teria sentido em português. Uma das palavras muito importantes do Antigo Testamento, por exemplo, é o termo Sheol, traduzido por Hades no grego do Novo Testamento. A tradução uniforme do termo não é adequada. Sheol refere-se de fato ao “mundo dos mortos”, e, em muitos contextos, refere-se concretamente à sepultura, em outros textos a idéia é profundezas; há contextos poéticos onde o sentido é morte; mas em muitos textos a idéia é mundo dos mortos (no NT Hades pode significar inferno em certos textos). Quem poderia imaginar, sem o devido estudo, que a palavra Shalom, tão conhecida, significa muito mais do que paz. Shalom quer dizer também prosperidade, vida plena, segurança. Em português essas associações não são claras. Quando um judeu cumprimenta o outro, ele pergunta: “Como vai a tua paz?” Paz, portanto, não é um termo simplesmente psicológico e emotivo, mas sim um termo concreto em relação à vida.

Diante de tais fatos, não há dúvida de que a igreja evangélica de hoje deve dar a devida atenção ao estudo do hebraico. Especialmente em nossos dias quando muitos conceitos equivocados são disseminados por quem conhece pouco do assunto, é mais do que necessário ampliar o conhecimento do povo de Deus no campo das línguas originais da Bíblia.

Estude e conheça o hebraico bíblico.

Luiz Sayão