SÉRIE: REGRAS GERAIS DE INTERPRETAÇÃO BÍBLICA III

Regras gerais de interpretação bíblica

Interpretação bíblica

Regra três: A fé salvadora e o Espírito Santo são-nos necessários para compreendermos e interpretarmos bem as Escrituras.

“Quem tem ouvidos [para ouvir] ouça” (Mateus 13: 9), disse Jesus ao concluir a parábola do Semeador. Em seguida interpretou unicamente para o seus discípulos: “Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com seus ouvidos, fecharam os seus olhos; para não suceder quem vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados”. (Mateus 13: 15)

O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. 2 Coríntios 4:4

Satanás faz tudo o que é possível para impedir que as pessoas compreendam a verdade espiritual. Ao ler uma passagem bíblica um cristão compreende com clareza a mensagem, mas a mesma mensagem muitas vezes não é compreendida ou acaba sendo deturpada quando lida por um não cristão.  Paulo fala disso em I Coríntios, veja:

Quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente. 1 Coríntios 2:14

 Um claro exemplo disto encontrasse na passagem que nos relata a ressuscitação de Lázaro, perceba:

Jesus bradou em alta voz: “Lázaro, venha para fora! ” O morto saiu, com as mãos e os pés envolvidos em faixas de linho, e o rosto envolto num pano. Disse-lhes Jesus: “Tirem as faixas dele e deixem-no ir”. Muitos dos judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que Jesus fizera, creram nele. Mas alguns deles foram contar aos fariseus o que Jesus tinha feito. João 11:43-46

Alguns viram  o fato como era, um milagre de Deus. Outros interpretaram como uma ameaça a sua crença, ou metas e objetivos. Hoje não é diferente nos depararmos com aqueles que não creem ou não aceitam as verdades bíblicas, mas precisamos de antes de jugá-los por isso, compreender que existe uma batalha espiritual travada e que o deus deste século trabalha para cegar as pessoas de modo que não vejam as verdades escritas.

Com o cristão ele tenta fazer algo semelhante, por isso temos que nos aprofundar e estar cientes de que dependemos do Espírito Santo, pois é Ele quem nos guia a toda verdade.

Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito procedente de Deus, para que entendamos as coisas que Deus nos tem dado gratuitamente. 1 Coríntios 2:12

Ver as coisas do ponto de vista de Deus é um ministério exercido pelo Espírito Santo a favor daqueles que confiaram nele não só para a salvação, mas também para iluminação.

Cíntia Silveira.

Texto adaptado “Princípios de interpretação bíblica – Walter A. Henrichesen”.

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Israel, Nação Sacerdotal – Parte III

Antes de iniciar a leitura deste post, leia Parte I e Parte II.

Israel Salmo 139.13-14, o rei Davi expressa as seguintes palavras para o Senhor: “Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as Tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem”.

Davi reconhece que Deus nos criou de forma esplendorosa, uma grande obra, uma criação competente. Por isso há um propósito e um destino para cada um de nós. Mas o Senhor ainda nos capacita com todos os dons para cumprir esse propósito. Ninguém pode nos tirar os dons dados por Deus.

No verso 16 Davi diz que “no Teu livro foram escritos todos os meus dias, quando nem um deles havia ainda”. Deus nos lembra que Ele já nos deu os primeiros frutos, a salvação na Páscoa.

A seguir vem a ordem de contar o ômer, marcar cada broto.

O broto a nível pessoal representa o dom que Deus lhe deu e ainda não se desenvolveu. Todos os dons que recebemos de Deus são como pequenos brotos; precisamos cuidar de cada um deles até alcançarem a maturidade.

Precisamos remover o mato que cresce em volta, e nada atrapalha mais o desenvolvimento dos dons que Deus nos deu do que um caráter mau ou uma atitude ruim.

O Senhor nos dá 50 dias a cada ano para reflexão e assim podemos arrancar o mato do nosso caráter, desenvolvendo a integridade nos mínimos detalhes.

Se fizermos isso todo ano, passaremos bem o resto do ano e faremos uma grande colheita.

 Cuidar dos brotos é apenas o primeiro passo, mas depois de 50 dias deve-se reunir os dons, juntamente com os esforços dispensados a eles, e dedicar ao Senhor.

Deus é Senhor das colheitas, você é o senhor das primícias dos primeiros frutos. O que você fizer com a primícia dos primeiros frutos determinará o que Deus fará com a colheita em sua vida.

Dt 16.16, “Três vezes ao ano todo homem entre ti aparecerá perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher, na festa dos pães ázimos, e na festa das semanas, e na festa dos tabernáculos; porém ninguém aparecerá vazio diante perante o Senhor”.

O que podemos dar a Deus que Ele queira?

 Gratidão

Gratidão pela salvação, coração grato e ações de graça são as primeiras ofertas de sacrifício.

Quando entregamos os primeiros frutos, dons e talentos tem início a colheita, Zc 4.6 “Não por força, nem por violência, mas sim pelo meu Espírito”.

Quando chega a festa de Tabernáculos, celebraremos a colheita.

Caminhe em salvação, gratidão e invista seus esforços nos primeiros frutos e os dedique ao Senhor, assim haverá grande colheita.

O Pai deseja as primícias dos primeiros frutos em sinal de obediência. Isto agrada o nosso Pai.

 A ideia do Senhor era entregar a Sua lei a cada israelita e que cada um deles se tornassem um sacerdote com o propósito de alcançar outros indivíduos de outras nações.

Essa proposta é comprovada em Dt 12.11-12.

Todo israelita deveria comparecer perante o Senhor no lugar que Ele escolhesse dentre todas as tribos, para ali levar os seus sacrifícios, dízimos, votos e ofertas. Os dízimos eram entregues aos sacerdotes e levitas.

Mas aqui o Senhor fala em levar os dízimos e degolar e comer diante d’Ele.

O fato aqui descrito mostrava a disposição de Deus em demonstrar a cada israelita, que se o mesmo tinha o direito de comer do dízimo, ou segundo dízimo, teria também os privilégios do sacerdote.

Todo privilégio ou direito pressupõe responsabilidades e deveres. Se todo israelita experimentava os privilégios e a sua posição de sacerdote, deveria cumprir também as suas responsabilidades, fazendo o seu papel de sacerdote para as outras nações.

Com esse sistema em que cada israelita deveria se alegrar perante o Senhor, comendo do fruto da terra, eles seriam vistos pelas outras nações como sacerdotes, cumprindo assim suas funções de instruí-los a buscar e servir ao Deus de Israel.

Existe nesse texto de Deuteronômio o relato das responsabilidades de cada israelita como sacerdote, e que são aplicáveis a nós como cristãos (IPe 2.9):

  1. Sempre separar no terceiro ano, o dízimo do pobre.
  2. Perdoar as dívidas no sétimo ano (ano sabático).
  3. Devolver terras no ano do Jubileu.
  4. Práticas de justiça (Tsadaqa).

A igreja entendida como cada cristão individualmente deve agir como nação sacerdotal do Reino de Deus, manifestando através de atitudes compatíveis com a Palavra de Deus os valores eternos do Reino, com a prática da justiça.

Continua…

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AS FESTAS Bíblicas E A IGREJA – Parte II

BíbliaPara ler a introdução, clique aqui!

PESSACH – PÁSCOA

Celebrada no primeiro mês do ano bíblico e judaico (Nissan), no dia 14 desse mês á tardinha (Lv 23: 5).

Como a Ceia do Senhor, que teve sua origem no Pessach, Pessach é um memorial do dia em que Israel saiu dos domínios do Egito para servir a D’us no deserto em direção à terra prometida. Naquele dia veio juízo sobre o Egito, a morte dos primogênitos – Romanos 6: 23 diz que o salário do pecado é a morte –, porém a Israel nada aconteceu, pois D’us havia estabelecido e aceitado o sacrifício de um cordeiro pascoal no lugar de seus pecados, desviando seu juízo e sua ira de sobre os filhos de Israel.

Da mesma forma fomos livres do império das trevas e transportados para o Reino do Filho Amado de D’us (Colossenses 1: 13).

A Palavra declara que, naquele dia, dos israelitas que saíram do Egito, não se contou nenhum enfermo, doente ou manco. Também não saíram de lá miseráveis, porém cheios de riquezas. Gálatas 3: 13 nos diz que o Messias nos livrou da maldição da lei – maldições pelo não cumprimento da lei (enfermidade, miséria, morte – são descritas em Dt 28) – fazendo-se Ele mesmo maldição por nós. Ele é o nosso cordeiro pascoal.

Há muitas realidades que agora são nossas por estarmos no Messias, porém o propósito de D’us não é que continuemos parados em Pessach. Ele mesmo criou nosso tempo (Moed, no grego, Chronos), que corre a cada milésimo de segundo, nos levando às Festas (Moadim – mesma raiz de “estações”, em hebraico). Sua vontade é que TODOS sejam salvos e CHEGUEM AO PLENO CONHECIMENTO DA VERDADE (I Timóteo 2: 4). A vontade de D’us é que amadureçamos.

            É importante lembrar que após Pessach, no dia seguinte já se começa a festa dos pães azimos (Matzot), onde se celebravam sete dias comendo-se somente pães sem fermento. Isso nos ensina que após nossa salvação precisamos tirar todo embaraço, todo peso, todo fermento que nos atrapalha de seguir em nossa nova vida (Hebreus 12: 1).

SHAVUOT – PENTECOSTES

Celebrada no 3º mês (Sivã), no terceiro dia. O número 3 em hebraico fala de mudança – a Palavra de D’us muda o homem.

Em Shavuot a Palavra de D’us, Escrita por D’us, foi entregue aos homens por mãos de Moisés. Sempre que se celebrava  Shavuot, se celebra a entrega da Torá aos filhos de Israel.

Em Shavuot, o Espírito Santo desceu pela primeira vez para habitar dentro dos homens (Ezequiel 36: 27; Jeremias 31: 33), era o cumprimento da profecia da Nova Aliança, a Torá dentro dos homens, que agora eram filhos de D’us. Era uma nova linguagem. Daí o sinal profético de, então, falarmos em outras línguas.

A Palavra nos ensina a edificarmo-nos na fé (fidelidade, crença) orando no espírito, ou seja, em outras línguas. Shavuot fala da plenitude do Espírito de D’us em nós, que nos revela todas as coisas. Não precisamos mais de um legalismo sobre nós, nos oprimindo a todo instante. O Espírito nos conduz e nos guia em todas as coisas em obediência e ao mesmo tempo em paz.

É importante nos lembrarmos que, após Shavuot, vêm mais duas festas importantes antes da última e mais importante festa (Sucot – Tabernáculos), que são Rosh Hashaná – Trombetas, que é o prenúncio da vinda do noivo no casamento hebraico (é o tempo em que agora estamos) e Yon Kipur – Dia da Expiação, que é o dia do arrependimento profundo – tempo em que podemos nos arrepender pelos pecados de nossa nação, região, país, por nós mesmos, nossa família e interceder por todos diante de D’us. A Palavra declara em Zacarias 12: 10 um Yon Kipur que acontecerá quando o Messias Yeshua for revelado em sua glória a Israel. Será o tempo em que prantearão por Ele, chorarão amargamente como quem chora pelo primogênito e então “todo Israel será salvo”, isto é, os remanescentes fieis.

SUCOT – TABERNÁCULOS

Celebrada no 7º mês, aos 14 do mês, à tarde.

Saímos de nosso conforto e pseudo segurança e habitamos em tendas frágeis, feitas de ramos de palmeiras.

Inicialmente um memorial para Israel de que habitou em tendas no deserto.

É um memorial de que somos tendas frágeis, mas, por causa de Quem hospedamos dentro, somos, na verdade uma fortaleza, pois o Poder de D’us se aperfeiçoa na fraqueza.

Sucot fala de hospitalidade. Pela hospitalidade, Abraão hospedou o SENHOR em sua tenda (sucat) e foi hospedado por D’us em seu Reino.

Sucot nos lembra de que a terra é provisória e que pertence ao Senhor, não a nós. Somos hospedados por Ele aqui na terra. Por isso, precisamos repensar tudo o que fazemos, pois somos como que estrangeiros em sua casa.

Na tenda de D’us – Reino de D’us – a provisão vem toda da sua casa, da sua tenda. A provisão vem Dele. Não devemos viver preocupados com o que havemos de comer e vestir. Yeshua disse: “Não andeis ansiosos por nada, nem pelo que haveis de comer, nem pelo que haveis de vestir (Mateus 6: 25); busquem em primeiro lugar o Reino de D’us e a sua justiça, e as outras coisas vos serão acrescentadas (Mateus 6: 33). É um nível muito elevado de amadurecimento quando pensamos assim.

No Reino de D’us a atitude contínua é: “Seja feita a tua vontade assim na terra como nos Céus” (Mateus 6: 10).

Ao mesmo tempo somos pequenos sucat do Espírito Santo de D’us. Como Abraão, que hospedou a D’us em sua sucat e, ao mesmo tempo, era hospedado por Ele.

Sucot é também uma festa escatológica, messiânica, pois fala de nossa habitação eterna nesta terra, que será transformada, redimida de toda maldição, para nela habitarmos, também, então, num corpo glorificado, um tabernáculo celestial, que receberemos na revelação do Messias;

Isaías 4: 1-6 – Sete mulheres naquele dia lançarão mão dum só homem, dizendo: Nós comeremos do nosso pão, e nos vestiremos de nossos vestidos; tão somente queremos ser chamadas pelo teu nome; tira o nosso opróbrio (Yeshua tirou nosso opróbrio e se noivou conosco antes de subir às alturas – não somos mais desprezados como antes, temos a promessa do casamento, das bodas do Cordeiro, então descritas neste capítulo de Isaías). Naquele dia o renovo do Senhor será cheio de beleza e de glória, e o fruto da terra excelente e formoso para os que escaparem de Israel. E será que aquele que ficar em Sião e permanecer em Jerusalém, será chamado santo, isto é, todo aquele que estiver inscrito entre os vivos em Jerusalém; Quando o Senhor tiver lavado a imundícia das filhas de Sião, e tiver limpado o sangue de Jerusalém do meio dela com o espírito de justiça, e com o espírito de ardor. E criará o Senhor sobre toda a extensão do monte Sião, e sobre as assembleias dela, uma nuvem de dia, e uma fumaça, e um resplendor de fogo flamejante de noite; porque sobre toda a glória se estenderá um dossel (Hebraico = חפה – Chuppah). Também haverá de dia um pavilhão para sombra contra o calor, e para refúgio e esconderijo (tabernáculo, Sucot) contra a tempestade e a chuva”.

Amós 9: 11 – Naquele dia tornarei a levantar o tabernáculo de Davi, que está caído (o sonho e a preocupação com uma habitação para o Senhor, para que Ele more no meio do seu povo, como o centro da casa, o trono, a autoridade maior), e repararei as suas brechas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e as reedificarei como nos dias antigos” (nos dias antigos, vinham gentios de todas as nações para celebrarem ao Senhor no tabernáculo de Davi. Isso mostra que D’us quer comunhão com todos os homens, seu propósito é para todas as nações da terra). Observe que, quando Salomão edificou o templo, ele orou ao Senhor:

“Assim também ao estrangeiro, que não é do teu povo Israel, quando vier de um país remoto por amor do teu grande nome, da tua mão poderosa e do teu braço estendido, vindo ele e orando nesta casa, ouve então do céu, lugar da tua habitação, e faze conforme tudo o que o estrangeiro te suplicar, a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, e te temam como o teu povo Israel, e saibam que pelo teu nome é chamada esta casa que edifiquei” (II Crônicas 6: 32,33);

Zacarias 14: 16 – Então todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorarem o Rei, o Senhor dos exércitos, e para celebrarem a festa dos Tabernáculos(Sucot). Note que, no milênio, de ano em ano, os remidos entrarão em Jerusalém para celebrar a festa dos Tabernáculos e, nunca mais nos esqueceremos de que um dia fomos escravos e habitamos em tendas tão frágeis, mas então o Senhor nos deu nova morada. Tudo é Dele, por meio Dele e para Ele. Glória, pois a Ele ETERNAMENTE, Amém!

Jaime Magalhães Sepulcro Júnior.

AS FESTAS Bíblicas E A IGREJA – Parte I

Bíblia

A bíblia apresenta nossa entrada na terra prometida marcada por um grande casamento entre Yeshua e sua noiva, porém o “contrato de casamento”, nossa Ketubá, determina que Ele virá buscar uma noiva ataviada,preparada para lhe encontrar, sem ruga, nem mácula. Um casamento poderia deixar de acontecer se houvesse descumprimento da Ketubá por uma das partes. Foi assim que D’us determinou.

Efésios 5: 25 – Yeshua está vindo para buscar uma noiva gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.

Enquanto Ele olha para a noiva, a vê linda, saudável, próspera em todos os seus caminhos e desfrutando do preço pago por ela.

Ele a vê nova – sem ruga –, independente da idade de suas células, pois se renovam a cada dia. Note que os “velhos” – de mente velha, incrédula, agarrada ás tradições da velha vida no Egito – não entraram na terra prometida, somente seus filhos – os jovens –, mas Calebe também entrou, pois cria e seu espírito era jovem independentemente de sua idade avançada – 85 anos – (Josué 14: 10, 11).

As festas bíblicas SÃO – não ERAM, mas SÃO – sombras de coisas vindouras (Colossenses 2: 16), não deixaram de existir no contexto da Nova Aliança, pois agora é que a revelação de todo mistério nos chegou ao entendimento através do Espírito Santo em nós – sabemos que o Corpo que provocou no passado e provoca hoje essa sombra é o do nosso Messias Yeshua. Tudo o que Yeshua fez e hoje faz e opera em nós, aconteceu e acontece de acordo com as festas estabelecidas por D’us na Torá. Elas falam de nosso crescimento e maturidade espiritual ao mesmo tempo fala da obra que Yeshua fez por nós e ainda das que Ele fará.

A Igreja, no primeiro século, tanto gentios quanto judeus, praticavam e incitavam a prática das festas (I Coríntios 5: 8) com todo o entendimento e revelação que vinha do Espírito Santo, por isso era uma igreja madura, modelo para nossa igreja de hoje, enquanto poderíamos e deveríamos estar muito além da mesma.

O nome cristianismo dado à seita do caminho ou os nazarenos – discípulos de Yeshua (nós) – foi dado por Inácio de Antioquia em 132 d.C. Constantino, em 312 declara que essa, agora, religião seria a oficial de seu império e, no concílio de Nicéia se inicia a abolição das tradições judaicas que existiam na igreja. Em 590 d.C, o Papa Gregório condena como cúmplice da morte de Cristo qualquer que tivesse ou usasse algum símbolo judaico. Marcião deu início à ideia de que as Escrituras, utilizadas antes de Cristo eram velhas, arcaicas e deu-lhas o nome de “Velho Testamento”. Daí vem a ideia de que o Velho Testamento é história, somente usado para confirmar o novo, quando deveria ser o contrário. No concílio de Antioquia (341 d.C) a primeira festa foi abolida, a Páscoa, porém todas as outras estão ligadas à ela, abolindo-a, abolem-se todas. É interessante notar que à partir deste século deu-se início a uma geração que recebia Jesus “goela abaixo”, enfiados na Igreja sem nem sequer passaram pela experiência do novo nascimento.

Mas, se tudo aconteceu de acordo com essas festas, no mínimo precisamos observar seus princípios para entendermos nossa vida com D’us, nosso estágio de crescimento e maturidade na fé, a “temperatura” espiritual pela qual estamos passando esses últimos dias, onde estamos, onde deveríamos estar. Isso até chegarmos à estatura de varão perfeito, à medida da estatura da plenitude do Messias (Efésios 4: 13).

Em Levíticos 23 temos ordenação das 8 festas fixas do povo de D’us: O Shabat – Sábado (v.3),Pessach – Páscoa (v.5), Matzot – Pães azimos (v.6), Bicurim – Primícias (v.10), Shavuot – Pentecostes (v.15,16), Rosh Hashanah – Trombetas (v.24), Yon Kipur – Dia da expiação (v.27) e Sucot – Trombetas (v.34).

Algumas festas falam da obra de sua primeira vinda, de seus sofrimentos como Messias Ben Yosef outras de sua segunda vinda, as quais podemos chamar de Messiânicas, pois apontam Yeshua como o Messias Ben David, falando de sua glória e da glória dos filhos de D’us.

Há três festas “âncoras” durante este período de sete meses, que falam de nossa salvação, da plenitude do Espírito em nós nos transformando e amadurecendo e de nossa habitação eterna com D’us numa terra transformada.

Até p próximo post onde iremos falar das principais festas.

Aguarmos você!

Jaime Magalhães Sepulcro Júnior.

SÉRIE: REGRAS GERAIS DE INTERPRETAÇÃO BÍBLICA II

Deixar a Bíblia falar por si mesma, não acrescentar e também não retirar nada, este é um importante princípio para uma boa interpretação bíblica. Neste post iremos compartilhar um pouco mais a respeito das regras de interpretação, e se você ainda não leu os primeiros posts da série, eu o convido.

Você pode lê-los clicando aqui e aqui.

BÍBLIA

Regras gerais de interpretação bíblica

REGRA DOIS: A BÍBLIA É SEU INTÉRPRETE – A ESCRITURA EXPLICA MELHOR A ESCRITURA

É bastante perigoso usar outros meios para interpretação das Escrituras, pois um grande risco que corremos é retira-la do seu contexto. É bem possível que haja omissão ou até que se acrescente algo quando é realizada uma interpretação equivocada.  Por isso, deixe a Bíblia falar por ela mesma, não acrescente nem retire, deixe-a ser seu próprio comentário.

Uma dica importante ao estudar um capítulo ou um parágrafo é procurar no contexto a interpretação do mesmo. Deixe a Escritura explicar a própria Escritura, invista tempo em conhecer esta preciosidade. Ouça a Deus com compreensão, atenção e zelo.

Aguardo você no próximo post da série: Regras gerais de interpretação bíblica.

Cíntia Silveira.

Texto adaptado “Princípios de interpretação bíblica – Walter A. Henrichesen”.

SÉRIE: REGRAS GERAIS DE INTERPRETAÇÃO BÍBLICA I

“De todo o coração te busquei; não me deixes fugir aos teus mandamentos. Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti”.

Salmo 119: 10 – 11

Bíblia

Todo cristão tem em seu coração o desejo em prosseguir e conhecer a Palavra de Deus, pois ele reconhece e sabe que é através desta Palavra que os segredos de Deus são revelados a ele. Nesta série estamos compartilhando princípios para uma correta interpretação das Escrituras e você é o nosso convidado a mergulhar neste ensino.

Regras gerais de interpretação:

REGRA UM: TRABALHE PARTINDO DA PRESSUPOSIÇÃO DE QUE A BÍBLIA TEM AUTORIDADE

Tradição, razão ou Escrituras, consciente ou inconsciente é comum adotar umas das três citações como autoridade máxima ao estudar a Bíblia. Na Igreja Católica Romana, por exemplo, a tradição é o juiz e em boa parte do protestantismo é o racionalismo que ocupa este lugar, mas um cristão fiel não deve abrir mão de ter as Escrituras como sua autoridade maior, pois somente reconhecendo a Bíblia como autoridade se pode experimentar de uma vida de obediência e rendição ao Deus Criador.

“Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se falo por mim mesmo”.

João 7: 17

 Parafraseando o autor do livro Princípios gerais de interpretação bíblica, Walter Henrichsen, “o fazer vem antes do saber”. É necessário se entregar, se submeter e obedecer, e então somente será possível conhecer. É imprescindível que o cristão tenha a Bíblia como máxima autoridade.

Aguardo você no próximo post da série: Regras gerais de interpretação bíblica.

Cíntia Silveira.

Texto adaptado “Princípios de interpretação bíblica – Walter A. Henrichesen”.