X Workshop Instituto Abba – Tema escolhido – “O Judaísmo e a origem do Cristianismo”

Nossos últimos três posts têm retratado o que vínhamos pensando e orando sobre e para o nosso X Workshop. Sempre nos impressionou o legado que recebemos do povo de Israel por meio das Escrituras; a cultura judaico-cristã emergente em todo contexto bíblico; e a identidade  da Igreja formada pelos dois povos – judeus e gentios crentes em Cristo Jesus.

Os textos do jornalista Rodrigo Constantino e do Rabino Jonathan Sacks  instigaram a voltar a um assunto que já estudamos mas que, de tão óbvio, precisa ser repetido, inculcado como dizem as Sagradas Letras, a palavra de Deus. Assim, chegamos à escolha do tema do nosso décimo workshop:

O Judaísmo e as origens do Cristianismo: Legado, Continuidade e Identidade.

fotos-terra-santa-073Vamos falar da formação da identidade judaica e a sobrevivência dessa identidade. Uma identidade que não era pautada na cultura da época mas na sua identidade religiosa, respondendo do interior para o exterior. Faremos uma reflexão sobre a identidade cristã nos dias de hoje buscando os princípios nos quais ela é pautada.

O trecho abaixo é da carta de um cristão anônimo do século II, endereçada a Diogneto e descreve de maneira viva e atual as características da vida cristã – sua identidade, das origens judaicas – o legado, e o seu conteúdo de surpreendente novidade em um mundo que não era cristão. Este texto reflete um pouquinho da temática que trataremos no workshop.

Os cristãos não se distinguem dos outros homens nem por território, nem por língua, nem pela maneira de se vestir. Eles não moram em cidades próprias, não usam uma linguagem particular, nem levam um tipo de vida especial. A sua doutrina não é conquista do gênio irrequieto de homens perscrutadores; nem professam, como fazem alguns, um sistema filosófico humano. Vivendo em cidades gregas ou bárbaras, conforme a sorte reservada a cada um, e adaptando-se aos costumes da localidade, na maneira de vestir, de  comer e em todo o resto do seu viver, dão exemplo de uma forma de vida social maravilhosa, que, como todos confessam, tem em si alguma coisa de incrível. Vivem em sua respectiva pátria, mas como gente estrangeira, participam de todos os deveres como cidadãos e suportam as obrigações como estrangeiros. Qualquer terra estrangeira é pátria para eles e qualquer pátria lhes é estrangeira. Casam-se como todos os outros e geram filhos, mas não os abandonam. Têm em comum a mesa mas não o leito. Vivem na carne mas não segundo a carne. Passam a sua vida na terra, mas são cidadãos do céu. Obedecem às leis estabelecidas, mas com o seu modo de vida superam as leis. Para dizê-lo em uma palavra, os cristãos são no mundo o que a alma é no corpo”.

Esperamos vocês no dia 28 de novembro, de 8 às 18 horas, nas dependências do Seminário Cristo para as Nações em Belo Horizonte. As inscrições já estão abertas no Abba ou no Cristo para as Nações.

Que o Senhor nos abençoe e nos guarde!!!

Instituto Abba – 2512-8969 e Seminário Teológico Cristo para as Nações – 3025-7222

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Continuando a pensar sobre o X Workshop do Abba – 2015 – parte III

Se você está começando a ler este texto agora, clique em  parte I e parte II, antes de continuar esta leitura.

Bíblia

Na parte II, apresentamos a primeira parte de um texto do Professor Jonathan Saks, que continua abaixo. Na parte I – Pensando no Workshop 2015 – Rodrigo Constantino chega à conclusão que o sucesso do povo do livro se deve ao Verbo, às Palavras, ao fato do povo guardar as palavras da Torah, ressaltando a relevância das Escrituras para o povo judeu.

Na parte II, o Rabino Saks responde a pergunta de Mark Twain – Qual o segredo da imortalidade dos judeus? Qual o segredo da continuidade judaica? – afirmando que o segredo para a continuidade judaica é o compromisso com a transmissão de um legado através das gerações. A importância reservada à educação pelo povo judeu salta aos olhos de qualquer observador. É uma ordem do Pentateuco (Torah), ressaltando o compromisso com a transmissão das Escrituras pelo povo judeu.

A seguir, apresentamos mais um trecho do texto do Rabino Sacks. É sobre a formação da identidade judaica e sua sobrevivência à e na diáspora. (grifo no final nosso)

“A formação da identidade A identidade é uma coisa delicada. É a realidade interiorizada, como nos vemos em relação ao mundo que nos cerca. Para a maioria das pessoas na maior parte do tempo, a identidade não é um problema. É fornecida pela cultura circundante e suas instituições. Para os judeus, no entanto, ela tem sido um problema na maior parte dos tempos e dos lugares no decorrer de nossa história. O motivo é simples. A identidade judaica não era fornecida pela cultura circundante, pois os judeus eram uma minoria num ambiente não-judeu. Geralmente as minorias desistem de sua luta desigual para manter sua identidade. Embora estejam baseadas em tradição, memória e hábito, gradualmente se assimilam à medida que a tradição enfraquece, a memória se embota e os hábitos são eclipsados por um ajustamento aos modos da maioria. Leva tempo – diversas gerações – para isso acontecer. Mas quase invariavelmente acontece.

Os judeus eram diferentes, pois viam sua identidade não como um acidente da história (quem eles aconteceram de ser) mas como uma vocação religiosa (quem eles foram chamados a ser). Desde o início não se contentaram com tradição, memória e hábito, a herança do passado. Eles recriaram o passado em cada geração sucessiva. Uma criança judia, em Pêssach, saboreia o pão ázimo e as ervas amargas da escravidão egípcia. Em Sucot ela se reúne aos seus ancestrais em seus tabernáculos enquanto eles viajam precariamente através do deserto. Em Tisha be’Av ela se senta com o autor de Lamentações e pranteia a destruição do Templo. Da maneira mais vívida, os judeus transmitiram suas memórias aos seus filhos.

Não somente suas memórias, mas também seu estilo de vida. Desde os dias de Moshê, os judeus têm vivido segundo as leis estabelecidas na Torá. Se isso se apoiasse apenas no hábito, teria aos poucos desaparecido quando os judeus foram exilados e dispersos. Mas os judeus

jamais se contentaram com o hábito. Acreditavam não apenas em manter a lei mas também em estudá-la. O Judaísmo Rabínico é a única civilização no mundo na qual se espera que cada cidadão não apenas obedeça à lei, como também se torne um advogado, um estudante e expoente da lei. Os judeus eram – para usar os termos de David Reisman – não voltados para a tradição, mas indivíduos voltados para seu interior. Os “faças” e “não faças” da Torá não eram um código externo, mas uma disciplina interiorizada, parte da identidade em si. Foi assim que os judeus puderam transmitir seu estilo de vida aos seus filhos.

Nem mesmo isso teria sido suficiente se não fosse por algo mais. Talvez o legado mais precioso que os judeus deixaram aos filhos seja a esperança. Desde o início, Israel tem sido um povo notavelmente orientado para o futuro. A história de Avraham começa com a promessa de um país, mas ao final do Livro de Bereshit ela ainda não tinha sido cumprida. O Livro de Shemot começa com os judeus deixando o Egito e viajando rumo à terra de leite e mel, mas pelo final de Devarim eles ainda não tinham chegado. Em contraste com quase qualquer outra fé, a idade de ouro do Judaísmo não está no passado, mas no futuro, logo acima do horizonte.

Como resultado, em todo momento de crise – o exílio da Babilônia, a destruição Romana, a expulsão da Espanha – profetas, sábios e místicos puderam resgatar um povo do desespero por meio de intimações messiânicas. Os judeus recordaram seu futuro tão ativamente como se lembravam do passado. Rezavam voltados para Jerusalém e a mencionavam constantemente porque sabiam que um dia a cidade seria reconstruída, e eles ou seus filhos voltariam. Diz-se que Napoleão, ao passar por uma sinagoga em Tisha be’Av de 1806 e escutar sons de lamentos, perguntou que tragédia tinha ocorrido. Foi informado: a destruição de Jerusalém há mil e setecentos anos. Ele replicou: uma pessoa que pode prantear uma cidade por tanto tempo, um dia a terá restaurada. Ele estava certo. A memória judaica, devido ao seu caráter peculiar, manteve viva a esperança dos judeus. Isso também levou os judeus a viverem para o futuro, o que significava para e por meio de seus filhos.

A Identidade Judaica na Diáspora

Não há nada inevitável sobre a identidade judaica na diáspora, e jamais houve. Em Israel as coisas são diferentes. Ali, alguém é judeu por viver num estado judaico, cercado por cultura e instituições judaicas. O idioma é o hebraico. O calendário é judaico. Os dias de descanso e celebrações são aqueles da Torá. “O ar de Israel” – dizem os sábios – “tornam a pessoa sábia” – porque o próprio ar de Israel está saturado com o passado judaico. Aqui estão as cidades nas quais Avraham, Yitschac e Yaacov armaram suas tendas. Há Jerusalém, a cidade de David. E ali adiante está a paisagem dos Salmos. Somente em Israel ser judeu significa estar imbuído na própria cultura do povo. Somente em Israel o Judaísmo é uma questão do que você pode ver, tocar e respirar.

Na diáspora, ser judeu sempre significou ir contra a corrente, ser contra-cultural. A forma mais natural de identidade é dizer: eu pertenço ao aqui-e-agora, ao povo que me cerca e à paisagem que posso ver toda manhã. Os judeus escolheram uma identidade mais complexa, e se não tivessem feito isso teriam desaparecido. Desde os dias de Yirmiyáhu, eles sabiam que sua responsabilidade como cidadãos era “buscar a paz da cidade à qual Eu os exilei, e rezar ao Eterno por ela, porque se ela prosperar, vocês também prosperarão.” Assim, sempre que permitido, eles entraram na vida de Cairo e Córdoba, Vilna e Vitebsk e a enriqueceram. Mas

isso era onde eles estavam, não quem eles eram. Quem eles eram foi o próprio oposto do aqui-e-agora.

Foi uma identidade de tirar o fôlego, abrangendo tempo e espaço, séculos e continentes. Os judeus foram definidos por uma rede de relacionamentos remontando ao passado bíblico e viajando até o futuro messiânico, unidos por um destino comum com judeus de todo o mundo.

A identidade judaica na diáspora foi e é uma questão da mente, não dos sentidos. É para nutrir. Vivemos através daquilo que aprendemos. Se não aprendermos o que é ser judeu, nada em nosso ambiente, exceto o anti-semitismo, nos dirá. E o anti-semitismo, embora possa nos lembrar que somos judeus, não fornece um motivo para querermos que nossos filhos o sejam. Os judeus sobreviveram, simplesmente, porque devotaram suas melhores energias à educação, seu dinheiro a escolas, sua admiração aos eruditos, suas horas livres ao estudo, e sua primeira preocupação com a matrícula de seus filhos. Sua identidade foi constantemente aprendida e reaprendida, encenada e reforçada, e passada adiante como um presente valioso para a próxima geração.

O segredo da continuidade judaica é que os judeus se importam com isso. Criaram a continuidade ao tornar a transmissão da tradição seu primeiro dever e maior alegria.”

Pensando mais um pouco sobre o X Workshop do Abba – 2015 – Parte II

No primeiro texto publicado nesta série em que estamos “pensando” o nosso próximo Workshop, vimos um jovem jornalista da atualidade comentando sobre o povo judeu – o povo das palavras, o povo do Livro e sobre o seu “sucesso”.

“Se há uma razão para o relativo sucesso dos judeus, talvez a explicação esteja aí: nessa obsessão pela palavra, nesse incrível legado transmitido por meio da educação. O Povo do Livro, como é dito. No princípio era o verbo. E desde então continua sendo…” são as últimas palavras de Rodrigo Constantino no texto. Clique aqui para ler na íntegra. (Grifo nosso)

Bíblia

Hoje, pensando mais um pouco sobre a Palavra e seu legado, segue parte de um texto do Rabino Jonathan Sacks, de agosto de 1993, então Rabino Chefe da Inglaterra. Diz o texto:

“ “Se as estatísticas estão corretas, os judeus constituem apenas um por cento da raça humana. Isso sugere um nebuloso grãozinho de pó de estrela perdido na imensidão na Via Láctea. Adequadamente, jamais se ouviria falar do judeu; porém se fala, e sempre se ouviu falar dele. Ele é tão proeminente no planeta quanto qualquer outro povo, e sua importância comercial é bastante fora de proporção com a pequenez de seu grupo. Suas contribuições aos grandes nomes do mundo na literatura, ciência, arte, música, finança, medicina também estão fora de proporção com seu pequeno número. Tem feito uma luta maravilhosa no mundo, em todas as épocas; e o tem feito com as mãos atadas nas costas. Os egípcios, os babilônios, os persas surgiram, encheram o planeta com som e esplendor, depois evaporaram como num sonho e sumiram; os gregos e os romanos também, fizeram muito barulho, e agora estão acabados; outros povos brotaram e levantaram sua tocha bem alto por um tempo, mas ela se queimou, e agora estão na obscuridade, ou simplesmente desapareceram. O judeu viu a todos eles, venceu a todos, sem enfraquecer suas partes, sem esmorecer suas energias, sem embotar sua mente alerta. Todas as coisas são mortais, as outras forças passam, mas ele permanece. Qual o segredo de sua imortalidade?”

Assim escreveu Mark Twain em 1898. É um belo tributo, mas termina com uma pergunta, a pergunta certa.

Qual é o segredo da continuidade judaica?

Nenhuma resposta comum será suficiente, porque a história judaica tem sido totalmente extraordinária. Os judeus permaneceram uma nação distinta sem país, poder, território, ou cultura partilhada. Foram dispersos e quase sempre uma minoria. Na maior parte recusaram os esforços ativos para convertê-los, e resistiram à assimilação. Nenhum outro povo tem mantido sua identidade intacta por tanto tempo sob tais circunstâncias. Ora, como eles puderam fazê-lo?

Uma religião de Continuidade

Muitas teorias têm sido oferecidas, mas somente uma é convincente. O segredo da continuidade judaica é que nenhum outro povo devotou mais suas energias à continuidade. O ponto focal da vida judaica é a transmissão de um legado através das gerações. O Judaísmo se concentra um seus filhos. As primeiras palavras de Avraham a D’us foram: “Dá-me filhos, pois sem eles é como se eu estivesse morto.”

Ser judeu é ser um elo na cadeia de gerações. É ser um filho e depois um pai, receber um legado e passá-lo adiante. Moshê “recebeu a Torá no Sinai e passou-a adiante…” e assim devemos nós…

Judaísmo é uma religião de continuidade.

Nós que crescemos com o Judaísmo estamos tão familiarizados com esta ideia que a aceitamos como evidente em si, mas não é. É excepcional, até mesmo única. A primeira ordem na Torá não é crer, mas ter filhos. Avraham é escolhido não por ser justo (somente Nôach é descrito como tal) mas porque “ele instruirá seus filhos e sua família depois dele.” Na iminência do êxodo do Egito, Moshê não despende tempo falando ao povo judeu sobre a terra de leite e mel que os aguarda do outro lado do Jordão. Em vez disso, ele os instrui como deveriam ensinar as futuras gerações.

Três vezes ele retorna ao tema: “E quando seus filhos perguntarem…” “Nos dias que virão, quando seus filhos perguntarem…” “Naquele dia vocês dirão aos seus filhos…” Não ainda libertados, eles estão para se tornar uma nação de educadores.

Desde o início, o Judaísmo baseou sua sobrevivência na educação. Não educação no sentido estreito e formal de aquisição de conhecimento, porém algo mais vasto. Na verdade, a palavra “educação” é inadequada para descrever a cultura de estudo e debate do Judaísmo, sua absorção em textos, comentários e contra-comentários, sua devoção à instrução e ao aprendizado a longo prazo. Descartes disse: “Penso, logo existo.” Um judeu teria dito: “Aprendo, portanto existo.” Se há um motivo condutor, um tema dominante conectando as várias eras do povo de Israel, é a entronização do estudo como valor judaico soberano.

Em um dos versículos mais famosos da Torá, Moshê ordena: “Ensinareis estas coisas diligentemente a vossos filhos, falando delas quando estiverem em casa ou quando viajarem, quando se deitarem e quando se levantarem.” O primeiro Salmo descreve o ser humano feliz como aquele que “estuda Torá dia e noite”. Num surpreendente comentário, os rabinos disseram: “Mais vale um erudito ilegítimo que um sumo sacerdote ignorante.”

A paixão principal, ardente, incandescente dos judeus foi o estudo. Suas cidadelas eram escolas. Seus líderes religiosos foram sábios; a palavra rabi não significa sacerdote ou homem sagrado, mas mestre. Mesmo quando estavam assolados pela pobreza, asseguraram que seus filhos fossem educados.

Na França do século doze um erudito cristão declarou: “Um judeu, embora pobre, se tiver dez filhos coloca a todos no estudo, não para ganhar como fazem os cristãos, mas pela compreensão da lei de D’us – e não somente os filhos mas também as filhas.”

No shtetl da Europa Oriental, o estudo conferia prestígio, status, autoridade, respeito. Os eruditos ocupavam os assentos nobres na parede leste da sinagoga. Em seu delicioso estudo sobre a cultura do shtetl, A Vida é com Pessoas, Zborowski e Herzog descrevem as prioridades da família judaica: “A mãe, que controla o orçamento da família, corta os custos da comida ao limite se necessário, para pagar pelos estudos dos filhos. Se o pior acontecer, ela empenhará suas queridas pérolas para pagar a mensalidade escolar. O menino deve estudar, tornar-se um bom judeu – para ela os dois são sinônimos.”

O resultado foi que os judeus sabiam. Sabiam quem eram e por quê. Conheciam sua história. Conheciam suas tradições. Sabiam de onde vieram e onde tinham deixado o coração. Tinham um senso de identidade e orgulho. Conheciam Avraham, Moshê, Yeshayáhu, Hilel, Akiva, Rashi e Maimônides, pois tinham estudado suas palavras e debatido seu significado. A Torá foi o lar portátil do judeu, e ele conhecia sua paisagem, suas montanhas e vales, até melhor que a paisagem do lado de fora de suas janelas.

Jerusalém jazia em ruínas, mas eles estavam familiarizados com suas ruas pelo Talmud e pelos Profetas, e caminhavam na cidade dourada da mente.

Em nenhum outro lugar o estudo, a erudição e a cultura eram tão largamente difundidas, tão valorizadas como entre o povo do Livro. Paul Johnson descreve a vida judaica tradicional como uma “antiga e eficiente máquina social para a produção de intelectuais.” Era uma aristocracia do espírito e da mente. Nem todo mundo – disse Maimônides – pode ser um cohen – sacerdote. Mas a coroa da Torá – a mais valiosa de todas as coroas – está disponível para todos.

Pensem conosco…

Continuaremos nos próximos posts.